Bolsonaro participa em Brasília de cerimônia da troca de comando do Exército

Bolsonaro.(Foto:Divulgação)

General Villas Bôas, à frente do Exército desde 2015, passou o cargo para o general Edson Pujol. Neste início de mandato, Bolsonaro assistiu às trocas de comando nas três Forças.


Bolsonaro cumprimenta o agora ex-comandante do Exército, general Eduardo Villas-Boas, na cerimônia de transmissão de cargo.(Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta sexta-feira (11) da cerimônia de troca no comando do Exército. No lugar do general Eduardo Villas Bôas, assumiu o comando o general Edson Leal Pujol.

Neste início de mandato, Bolsonaro já havia comparecido às trocas dos comandos da Aeronáutica e da Marinha.

A troca de comando das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) costuma ocorrer a cada quatro anos, no início dos mandatos presidenciais. O presidente da República é o comandante supremo das Forças Armadas.

Bolsonaro tem dito que vai manter uma relação próxima com as Forças Armadas durante seu mandato. O presidente é capitão reformado do Exército. Nesta quinta (10), ele foi a um jantar com militares no Clube do Exército.

Na cerimônia desta sexta, também realizada no Clube do Exército, estavam presentes, além de Bolsonaro, autoridades como os ministros Sérgio Moro (Justiça) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Azevedo e Silva (Defesa). O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge também estavam entre os convidados.

Bolsonaro não discursou no evento. O novo comandante, Edson Pujol, também não teve fala na cerimônia.

Discurso de despedida


O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle, ao lado do agora ex-comandante do Exército, general Villas Boas, no jantar no Clube do Exército.(Foto: Isac Nóbrega/PR )

Villas Bôas estava à frente do Exército desde 2015, quando foi nomeado no início do segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff.

Em seu discurso de despedida, o agora ex-comandante disse que a eleição de Bolsonaro representou uma “necessária renovação” no país. Ele ainda afirmou que o presidente trouxe a “liberação de amarras ideológicas”.

“O senhor traz a necessária renovação e a liberação das amarras ideológicas que sequestraram o livre pensar, e nublaram o discernimento, e induziram a um pensamento único e nefasto. Como assinala o jornalista americano Walter Lippmann: ‘Quando todos pensam da mesma maneira é porque ninguém está pensando'”, afirmou Villas Bôas.

O discurso foi lido por um oficial. O general não pôde ler em decorrência dos efeitos de uma doença autoimune.

Villas Bôas fez um agradecimento aos jornalistas que, segundo ele, durante seu período à frente da Força, contribuíram para o “aperfeiçoamento institucional do Exército”.

Ele ainda destacou a presença do Exército nos “mais remotos rincões” do país. Segundo ele, o Exército atuou, em sua gestão, “defendendo a soberania, vigiando fronteiras, distribuindo água, preservando o meio ambiente, garantindo a lei e a ordem ou promovendo a paz em nações irmãs”.

Perfil do novo comandante

(Foto:Divulgação)

De acordo com o Exército, o general Edson Pujol nasceu em Dom Pedrito (RS). Na Força, ocupou os cargos de comandante Militar do Sul; secretário de Economia e Finanças; chefe do Centro de Inteligência do Exército; e instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras.

Segundo o Exército, Pujol também já foi secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, comandou a Força de Paz Minustah, no Haiti, e atuou como observador militar da ONU em El Salvador.


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