Caso Daniel: Cristiana e Allana Brittes fazem exame de corpo de delito no IML de Curitiba

Cristiana e Allana Brittes.(Foto:Divulgação)

Cristiana e Allana foram transferidas da delegacia da em São José dos Pinhais para Penitenciária Feminina de Piraquara, na Região de Curitiba, nesta quinta-feira (8).

Família Brittes está presa em São José dos Pinhais, na Região de Curitiba — Foto: Reprodução/FacebookFamília Brittes está presa em São José dos Pinhais, na Região de Curitiba.( Foto: Reprodução/Facebook)

 Cristiana e Allana Brittes – mulher e filha de Edison Luiz Brittes Júnior, matou o jogador Daniel Correia Freitas – fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba na manhã desta quinta-feira (7).

O exame foi feito antes de mãe e filha serem transferidas da 1ª Delegacia Regional de São José dos pinhais para a Penitenciária Feminina de Piraquara, na Região de Curitiba.

O exame, que é de praxe depois da prisão, ainda não tinha sido feito.

Já Edison Brittes, preso na Região Metropolitana de Curitiba, passou pelo exame de corpo de delito no período da tarde. Ele confessou em entrevista à RPC e para a polícia ter matado o jogador.

O crime, segundo ele, foi motivado porque Daniel, de 24 anos, tentou estuprar Cristiana, de 35 anos.

Daniel Corrêa Freitas tinha 24 anos — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.netDaniel Corrêa Freitas tinha 24 anos.(Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Além da família, um quarto suspeito de envolvimento no assassinato foi preso em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na quarta-feira (7). Já nesta quinta-feira, por volta das 10h30, mais dois suspeitos se apresentaram à Polícia Civil de São José dos Pinhais.

O que aconteceu

Daniel foi morto depois do aniversário de 18 anos de Allana em Curitiba — Foto: Reprodução/FacebookDaniel foi morto depois do aniversário de 18 anos de Allana em Curitiba.(Foto: Reprodução/Facebook)

O jogador Daniel Freitas, que jogou pelo Coritiba e pelo São Paulo, foi morto depois de uma festa em comemoração do aniversário de 18 anos de Allana.

A festa, segundo a Polícia Civil, começou na sexta-feira (26), em uma casa noturna em Curitiba, e terminou no sábado (27), na casa da família de Allana, em São José dos Pinhais.

Ainda conforme a polícia, o jogador foi espancado na casa. Em seguida, ele foi levado para um matagal, onde o corpo dele foi encontrado, com o órgão sexual mutilado. Nesta quinta-feira, o Instituto de Criminalística periciou o local pela segunda vez.

Depois do assassinato

Corpo de Daniel foi encontrado em mata próxima a uma estrada rural de São José dos Pinhais — Foto: Reprodução/RPC

Dois dias depois da morte de Daniel, Edison Brittes ligou para dar os pêsames à mãe do jogador, segundo o advogado de defesa da família do jogador. Allana também trocou mensagens via WhatsApp com a mãe e com a tia de Daniel um dia depois do crime.

Questionada pela família onde estaria Daniel, Allana respondeu que não sabia dele, que não houve briga na casa dela e que o jogador foi embora, sozinho, por volta das 8h da manhã de sábado. “Ele só deu tchau, levantou e foi embora”.

Outra gravação, obtida com exclusividade pela RPC, mostra uma ligação feita por Edison Brittes um amigo do jogador.

“Que tragédia. triste, muito triste. Mas a gente… pensa em uma forma de a gente poder ajudar e vamos fazer de tudo pra poder ajudar vocês também, dizia Edison Brittes.

Depoimentos

A polícia ouviu testemunhas que estavam na casa na data do crime. Elas disseram que ninguém ouviu Cristiana gritando por socorro e que não viram a porta do quarto do casal arrombada. Uma das testemunhas afirmou que ouviu Daniel pedindo por ajuda e dizendo que não queria morrer.

Allana e Cristiana também foram ouvidas pela polícia. A esposa do suspeito disse no interrogatório que acordou com Daniel deitado sobre ela. Cristiana disse à polícia que, de cueca e “excitado”, ele esfregava o pênis, que estava para fora da cueca, pelo corpo dela.

Segundo depoimento de Cristiana, ao acordar e perceber a situação, começou a gritar assustada. Segundo ela, o jogador dizia: “Calma, é o Daniel”.

O empresário suspeito de matar o jogador mudou a versão dada sobre o crime no depoimento prestado à polícia nesta quarta-feira, em relação ao que disse em entrevista à RPC. Na entrevista, Edison Brittes afirmou que arrombou a porta do quarto.

No depoimento, disse que pulou a janela ao ver o jogador com a esposa.

O delegado Amadeu Trevisan disse, depois do depoimento das testemunhas, que não houve tentativa de estupro por parte de Daniel contra Cristiana. A Polícia Civil de São José dos Pinhais investiga o caso.

Nesta quinta-feira, a família de Daniel está a caminho de Curitiba para depor.

 

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