Entenda como são feitos os testes rápidos para HIV no SUS

(Foto:Divulgação)

Existem dois tipos de testes feitos na rede pública de saúde, que exibem resultado após, no máximo, 30 minutos

Entenda como são feitos os testes rápidos para HIV na rede públicaOs dois tipos de testes disponíveis são com punção digital e com fluido oral.(Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde)

 Os testes rápidos de HIV foram criados ainda na década de 1980 e popularizados mundialmente a partir da década seguinte. Foram incorporado à rede pública de saúde brasilieira a partir de 2005. No ano passado, o Ministério da Saúde distribuiu 12,5 milhões de testes rápidos para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o País. No ano anterior, foram 11,8 milhões.

Hoje, quem quiser saber se está infectado com o HIV pode ir a uma UBS ou um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) (localize aqui um próximo de você). Lá, profissionais habilitados vão coletar o material biológico do paciente e realizar a testagem. Podem ser feitos com amostra de sangue total obtida por punção venosa ou com amostras de fluido oral. Os testes rápidos não indicam a presença do vírus no organismo, mas a presença dos anticorpos que o corpo produz quando detecta a infecção pelo HIV.

São feitos dois testes rápidos. O primeiro é considerado um teste de triagem. Ou seja, se o resultado for positivo, logo em seguida o profissional de saúde vai aplicar um teste confirmatório, que também é um teste rápido, mas de outra marca. “As UBSs recebem uma marca de teste rápido para a triagem, e outra marca de testes para fazer o confirmatório. Dois testes de marcas diferentes com resultados positivos já confirmam o diagnóstico”, explica Sérgio D’Ávila, gerente de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

D’Ávila esclarece que o teste confirmatório é importante para ter um diagnóstico seguro, pois há chance de o teste de triagem ter como resultado um falso positivo. “Normalmente, os testes de triagem são muito sensíveis. Se o paciente estiver com uma infecção cruzada, causada por outro vírus semelhante ao HIV, como o HTLV [outro tipo de vírus que ataca as células de defesa do organismo], isso pode afetar o resultado.”

Para ter um resultado mais confiável e não correr o risco de ter como resultado um falso negativo, o paciente deve obedecer a janela imunológica do organismo. Isso significa que a pessoa deve esperar ao menos 20 dias para fazer o teste, contados a partir do dia em que ela se expôs ao risco de infecção. “É como o teste de gravidez. Se a mulher teve relações sexuais sem uso do preservativo ontem e fizer o teste hoje, ele não vai exibir um resultado confiável. Da mesma forma, o teste de HIV tem uma janela imunológica para ser confiável. Não adianta fazer o teste logo após se expor a uma situação de risco”, explica D’Ávila.

A partir de 2019, o Brasil vai dar mais um passo na promoção do acesso do usuário ao diagnóstico precoce: os chamados autotestes, nos quais o próprio usuário pode fazer a coleta do sangue ou fluido oral, aplicar no material do teste e visualizar o resultado. A partir daí, deverá procurar apoio profissional para confirmar o resultado e iniciar o tratamento disponível no SUS. Fonte:Ministério da Saúde

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